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Neste sítio irão sendo dadas notícias sobre o NUMINA – project Leite de Vasconcellos, fundador do Museu Nacional de Arqueologia. Tem por objectivo proceder ao tratamento e estudo dos manuscritos (3 caixas) que constituem o espólio literário poético e dramático de José Leite de Vasconcellos (1858-1941).

O espólio (1)

Caixas do espólio literário de J. Leite de Vasconcellos

Durante o ano de 2011 (até 21 de Setembro) foi realizado um inventário prévio do espólio literário de José Leite de Vasconcellos.

Este tinha já sido sumariamente classificado pela dra. Lívia Cristina Coito – que foi a grande responsável pela organização de todo este arquivo de José Leite de Vasconcellos (J.L.V.) e a quem agradecemos – como ao dr. Luis Raposo – terem-nos seduzido para encetar este trabalho.

Nas 3 caixas, que por facilidade denominaremos pelas respectivas cores (azul, verde e preta), encontravam-se envelopes contendo os materiais mais díspares. Fizémos uma estimativa do número de folhas, pelo que os valores abaixo irão ser corrigidos à medida que o material for sendo organizado para digitalização/arquivo.

Assim,  e tendo numerado os envelopes com a letra correspondente a cada cor – na caixa  Azul – Legado/ Leite de Vasconcellos/Poesias (à direita na foto), encontravam-se:

A.1 –  Poesias – Sonho de uma jovem – os manuscritos de um romance publicado como folhetim; alguns dos originais incluídos em Poemas do Século; um pequeno ensaio sobre «Glottologia»; uma biografia de Duarte Pacheco em verso; num total de c.de 240 folhas;

A.2 – Poesia de Juventude – com manuscritos soltos e versos de juventude – c. de 200 folhas;

A.3 e A.4– Poesia publicada e manuscrita – com recortes de jornais, e textos manuscritos, c. de 200 folhas;

A.5 – Uma carta em verso – 2 folhas;

A.6 –Aforismos – Um pequeno caderno cosido/manuscrito com c.20 folhas

A.7 – Poesia publicada em jornais – com recortes, alguns do próprio J.L.V., em pequenos cadernos cosidos; outros soltos – c. de 300 folhas;

A.8 – Poesias e vária – com pequenos cadernos cosidos/ organizados pelo autor, manuscritos soltos, num total de c. 200 folhas;

A caixa Verde – Poesias várias – continha os manuscritos que terão pertencido a cadernos preparados pelo autor, e que foram desmembrados por uma tentativa mal sucedida de organizar o espólio, com comentários aparentemente de época; c. cerca de 400 folhas; Encontraram-se também os manuscritos e um livro chamado «O Homem-deos» (que posteriormente verificámos incluir poemas de A Consciência dos Séculos) com aproximadamente c. de 200 folhas;

A caixa Preta – (à esquerda, na foto) – continha os seguintes envelopes:

P.1- Poesia solta – com os manuscritos de poemas dedicados a Camões e dramas em verso, alguns já publicados em Balladas do Ocidente e Nuvens; c. de 200 folhas;

P.2 – Poesia solta – com grupos de poemas separados com folhas manuscritas pelo autor, dando a indicação de que aqueles versos precisariam de ser revistos, mas sem nada dentro; o mesmo para as folhas que indicavam «queimar quando eu morrer»;  c. de 200 folhas;

P.3 – Provérbios  – contendo apenas o material referente a notas etnográficas; numa quantidade difícil de avaliar porque a maioria dos documentos são minúsculos (pequenos bocados de papel muitas vezes menores que cartões de visita); consideramos que não entram no âmbito deste trabalho;

P.4 Cartas – contendo fotocópias de correspondência vária e recente referente a doações;